Marília – A confirmação de mais um feminicídio na cidade escancara a face mais cruel da violência contra mulheres. O caso, revelado pela polícia, terminou com um corpo localizado e um homem preso, transformando o Natal em cenário de dor e indignação.
A vítima: VANESSA IRIS SILVA, desaparecida há dias ante angústia da procura pela familia, foi encontrada morta, cujo corpo estava oculto e abandonado em área rural da vizinha cidade de Vera Cruz.
O brutal assassino, com quem VANESSA convivia há seis anos: ALAN RODRIGO SANTANA CORRÊA, o monstro que dormia ao lado da vítima por anos, partilhavam os dias em conjunto, revelou sua torpeza e frio instinto assassino, matou a mulher e escondeu o corpo.
Policiais prenderam o assassino nas proximidades de um shopping na zona oeste de Marilia, após se entregar acompanhado de advogada.
O que resta esperar do assassino: se muito, ficará preso 6 anos e ganhará as ruas, para matar outras mulheres? É a pergunta que se faz para um uma legislação que deveria prever de há muito a pena de morte para os feminicidas e brutais assassinos. Será que seria a única resposta a epidemia de feminicídios no país?
A brutalidade exposta
O crime não é apenas estatística: é a prova de que mulheres continuam sendo tratadas como alvos descartáveis, vítimas de uma cultura de ódio que insiste em sobreviver. O corpo encontrado é símbolo da matança indiscriminada, que transforma lares e ruas em palco de horror.
Termos que não podem ser suavizados
- Covardia: um homem que deveria proteger, mas escolheu destruir.
- Barbárie: uma vida ceifada em circunstâncias que revelam desprezo absoluto pela dignidade humana.
- Tragédia: não apenas para a vítima, mas para toda a sociedade que assiste impotente.
A cidade em choque
Marília, que deveria estar celebrando o fim de ano, agora chora mais uma vítima da violência machista. O caso repercute em redes sociais e grupos locais, com indignação crescente contra a impunidade e a falta de políticas eficazes de proteção.
Indignação
Este feminicídio não pode ser tratado como “mais um caso”. É a repetição de um padrão que já custou milhares de vidas. A sociedade precisa reagir. Não há espaço para neutralidade diante da matança de mulheres. Cada corpo encontrado é um grito de alerta: ou enfrentamos a cultura da violência, ou continuaremos enterrando inocentes.
Omissão que dói: silêncio da OAB e do Conselho da Mulher
Instituições que deveriam proteger e se posicionar permanecem caladas diante da barbárie
Em meio a uma sequência de crimes brutais contra mulheres, não somente em Marília mas no Brasil, a ausência de posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Municipal da Mulher tem gerado indignação. O silêncio dessas entidades, que deveriam ser protagonistas na defesa dos direitos humanos e na proteção da dignidade feminina, é visto como uma forma de omissão institucional.
O papel esperado
- A OAB, como entidade representativa da advocacia, tem a missão de defender a Constituição e os direitos fundamentais. A questão da violência contra a mulher merece prioridade, debate, passeata, protesto. E repulsa.
- O Conselho Municipal da Mulher existe para ser voz ativa contra a violência de gênero, propor políticas públicas e acompanhar casos que afetam diretamente a vida das mulheres da cidade.
A realidade
No entanto, diante de feminicídios confirmados, denúncias de abusos e episódios de humilhação pública, a resposta tem sido o silêncio. Nenhuma nota oficial, nenhuma mobilização, nenhuma ação concreta. A omissão reforça a sensação de abandono das vítimas e de suas famílias.
Crítica
Não basta existir no papel. Conselhos e entidades precisam agir, se posicionar, cobrar políticas públicas e oferecer apoio às vítimas. Quando calam, tornam-se cúmplices de uma cultura que naturaliza a violência. Omissão, nesse contexto, é mais do que falha: é conivência.


